
Hail... de volta... e com o meu demónio mais presente que nunca! A luz brilhava ténue enquanto eu avançava de peito aberto, com medo mas sem desistir quando, vindo não sei bem de onde ele surgiu... o meu demónio saíu de mim para me cobrir de negro, fazendo-me explodir numa bola de imperceptível agonia e ódio! Tremo... tremo enquanto me mantenho prostrado no duro e frio chão. Enrolo-me sobre mim mesmo enquanto pedaços de mim alimentam ainda persistentes chamas que me queimam a derme, enquanto que o restante se reduz a uma fumegante cinza que me cobre o corpo. Olho em redor e encontro-a. A personagem que com o seu brilho tão bem se mescla comigo numa cinzenta massa de sentimentos está lá, no canto, olhando-me horrorizada. Olha-me com aquele olhar tão descritivo enquanto uma lágrima rola na sua face. E Então encontro em mim a coragem de tentar ter honra. Arrasto-me até ela e de uma só vez arranco o meu coração, fazendo um estoma que jorra o negro sangue e seguro aquele orgão que pulsa como que regozijando com o meu sofrimento. E eu estendo-lhe o meu coração, para que o destrua e o rasgue em pequenos retalhos imperceptiveis de identificar. E ela, num momento de divino caráter segura o pulsante pedaço de carne enegrecida e abraça-o... beijando-o. Sinto em mim o calor... a nova vida. E como uma fénix renasço, deixando um rasto de cinza. Sinto o meu sangue a preencher-se de luz e todo o meu ser brilha com o brilho dela. E assim caminhamos, com mais cicatrizes, mas sobretudo, mais fortes e unidos, na contrução daquele mundo que não brilha mais do que os outros, mas que brilha com aquele que é o nosso brilho.